segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Reinvento - parte I

O Último ano letivo de Miguel no colégio onde estuda desde a 6ª serie. Nos últimos cinco anos Miguel sempre foi colocado como “nada”. Aquele nerd da primeira fila, de baixa estatura e que vive em longos cinco anos de frases feitas do tipo: “Relacionamento em escola é enjoativo e não presta.” Isso tudo servia de máscara para cobrir sua imensa insegurança e talvez a falta de amor próprio.

Voltando a seu grande “3º ano”, seus amigos e muitas mudanças de estilo, de pensamento, uma nova vida baseada em saídas, álcool, drogas e finalmente uma paixão colegial. Melissa, uma guria de cabelo colorido que o fazia sentir-se diferente a cada dia, mas mal sabia Miguel que essa garota vivia em outro mundo, com outros tipos de paixões, uma paixão de outro estado, uma paixão virtual e isso o fez desacreditar ainda mais no tal do amor (que ate então era o que ele ingênuo acreditava, que realmente sentia amor).

“Como um cara de outro estado consegue ser mais atraente e ganhar o amor de alguém? Enquanto eu e meu destrambelhamento conseguimos no máximo elogiar o seu sapato novo.”

- Queria falar comigo Melissa?

- Miguel me disseram que você ta começando a sentir alguma coisa por mim, eu queria saber se isso era verdade?

- Melissa, eu queria muito conversar com você... (Miguel é interrompido por Melissa que talvez temendo a resposta faz questão de logo dar sua opinião sobre o assunto.)

- Miguel não passamos de apenas bons amigos, e não tem como mudar isso, infelizmente só te vejo como um amigo!

Miguel então com um nó enorme na garganta tentar argumentar algo, porem impossível, a qualquer momento poderia desabar uma lágrima, então Miguel simplesmente sai e fecha a porta da sala de aula.

Miguel então passou a beber ainda mais, até que a garota fez o favor de ficar com um dos seus amigos na frente dele e no dia que ele estava decidido a se declarar. Claro que ela não teve culpa, nunca ficou sabendo dos sentimentos do Miguel. Foram sete meses de sofrimento e cada vez mais certeza que não deveria nunca ter se apaixonado por alguém de sua escola, e que ainda por cima era sua amiga. Nesse período muita coisa mudou em sua vida, conheceu muita gente, começou a viver como gente grande.

Chega outubro e Miguel fica com outra amiga (acho que ele era bom de confundir  as coisas.) Mas dessa vez foi diferente, não houve sentimento, era somente atração que quando acabou cada um foi pro seu lado e tudo continuou normal. Mas é claro que Miguel como qualquer inexperiente se assustou com tamanha naturalidade de todos sobre o assunto.

- Meu deus até ontem ela tava ficando comigo e hoje na festa ela ficou com outro garoto.

- Miguel você tem que entender que a vida é assim, vocês nem tinham nada, só ficaram!
- Eu sei disso claramente, mas entenda que não são ciúmes, é só estranheza.

No ultimo dia de outubro Miguel conhece uma garota através dos seus amigos, Emily, ela era tão estranha, o jeito de olhar, de falar e até o modo como sorria. Ela o olhava da cabeça aos pés e o deixava com o rosto vermelho a cada olhada.

- Como alguém pode me deixar tão envergonhando a ponto das minhas bochechas ficarem vermelhas?

3 comentários:

  1. É bem isso que acontece quando entra à tona o: auto conhecer-se. Como decifrar sentimentos e sensações? Só a vida pode dizer.

    Fiquei bastante curiosa pra saber o que acontecerá com o Miguel e a Emily.

    ResponderExcluir
  2. Acho que já vi essa história, hm. k

    ResponderExcluir
  3. história bem interessante.
    sabe, é esse tipo de situação que exemplifica os relacionamentos modernos onde não há apego =/
    P.S.: Você poderia tirar as letras de confirmação? Facilita pra quem quer comentar no seu blog (e quase sempre,a gente acaba errando as letras). Eu agradeço,se fizer isso ;)

    ResponderExcluir